O que realmente exige o Tratado de Schengen
Quem viaja à Europa já ouviu falar da regra: seguro viagem com cobertura mínima de €30 000 para despesas médicas. Mas por que esse valor?
O objetivo é garantir que o viajante consiga arcar com atendimentos médicos urgentes, hospitalização e repatriação, sem depender inteiramente do sistema público de saúde europeu.
A norma exige um plano que cubra:
- Pelo menos €30 000 em despesas médicas e hospitalares.
- Validade em todos os países do Espaço Schengen.
- Cobertura de repatriação por motivos médicos ou falecimento.
O que esse valor representa na práticaMuitos pensam: “Se uma consulta custa €100, pra que €30 000?”
Porque o valor não é pensado só para consultas simples — há custos mais altos envolvidos. Exemplos na Espanha:
- Visita ao médico geral: €50 a €100.
- Atendimento de emergência: €150 a €300.
Ou seja: embora esses valores pareçam baixos, um atendimento mais sério já exige cobertura muito maior.
Porque €30 000 é o mínimo, não o idealO piso de €30 000 serve para proteger contra eventos que podem gerar custos muito maiores. Internações, cirurgias, repatriação — são casos em que os valores sobem para milhares ou dezenas de milhares de euros.
Além disso, a própria exigência cita hospitalização e repatriação como coberturas necessárias.
Logo, o valor de €30 000 deve ser visto como ponto de partida, e não como “tudo que o viajante precisa”.